quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Apaixonadas por mar e por fotografia

Essa dupla não para nunca. Apaixonadas por fotos, elas aproveitam a amizade e os desembarques para fazerem "clics" fantásticos.

Leiam a história dessas amigas, Imediatas no Offshore e apaixonadas pelo mesmo hobby.

 Tainá e Kika 
A Kika e a Tainá  se conheceram por intermédio da irmã da Tainá, a Suzanna, que é amiga da Kika há mais tempo. Um dia a Kika comentou que estava se preparando para fazer o curso do ASON e foi nessa hora que a Suzanna decidiu apresentá-las, já que nessa época a Tainá estava terminando a EFOMM. Isso há exatos 10 anos. A amizade começou ali, e mesmo na época em que as escalas delas eram totalmente contrárias, elas sempre mantiveram o contato. 

Atualmente as duas trabalham como Imediato em embarcações offshore e no período de repouso é que elas produzem essas belas fotos.

Kika nos contou que sempre gostou de fotografia, mas que foi de uns cinco anos para cá que ela começou a se especializar. No currículo já constam quatro cursos, sendo dois deles feitos em Belém, um em Natal e um em Manaus. A paixão dela é fotografar pessoas, deixando-as mais bonitas. Foi essa paixão da Kika pela fotografia que fez com que a Tainá passasse a gostar de ser fotografada. 

A paixão dela é fotografar pessoas, deixando-as mais bonitas

Essa parceria já rendeu alguns ensaios, que vocês podem conferir nas redes sociais da @kikasfotografia.

O primeiro book que elas fizeram juntas fez tanto sucesso nas redes sociais que então elas decidiram fazer parceria com lojas de amigas das duas. 



O primeiro book que elas fizeram juntas fez tanto sucesso nas redes sociais
que então elas decidiram fazer parceria com lojas de amigas das duas

Uma dica que a Kika dá para quem tem como hobby a fotografia e quer melhorar suas fotos é adquirir uma máquina semiprofissional das marcas Nikon ou Canon (T3i) e fazer um curso básico de fotografia, para poder aprender a usar todos os recursos que uma máquina desse porte pode oferecer ao fotógrafo.

domingo, 16 de novembro de 2014

Você sabia?





Que o Capitão de Longo Curso Francisco Cesar Monteiro Gondar tem atualmente, 2.600.000 ( dois milhões e seiscentas  mil) milhas marítimas navegadas.

Hoje ele tem contado 8.965 dias embarcados!!! Isso dá mais de 24 anos, dentro de um navio!

Com essa quantidade de milhas ele já teria, considerando que a distância entre a terra e a lua é de 238.857,00 milhas, ido a lua mais de 10 vezes se navegasse por água até lá pudesse..


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Vamos fazer história mais uma vez

Quem gosta de “furo de reportagem” levanta a mão!!

Mais uma vez a CMT Hildelene é pioneira. Na sexta feira dia 07/11/14, nossa estimada Comandante foi indicada pelo SINDMAR como candidata a uma vaga no CAEPE, da Escola Superior de Guerra – ESG.




Se ela emplacar, o que não é fácil, pois há muito mais candidatos indicados do que vagas, o SINDMAR irá fazer história pela terceira vez, junto com nossa Comandante.

A primeira foi em 2005 quando recebemos convite para uma indicação. Até então nunca um oficial mercante havia feito este tão disputado curso de altos estudos estratégicos. Nosso candidato foi um dos escolhidos e realizou com brilhantismo o curso em 2006.

A segunda foi este ano ao conseguirmos que o Oficial de Máquinas Marco Junqueira ocupasse uma cadeira. Não foi fácil também. Era  a nossa terceira tentativa com oficiais de máquinas. Nunca até então, um oficial de máquinas havia cursado. 

Para nós foi tão importante que demos a esta conquista a capa da nossa revista UNIFICAR.



Link para Unificar :http://www.sindmar.org.br



Agora queremos continuar fazendo história conquistando uma cadeira para uma mulher mercante.

A indicação para estas vagas é privilégio de pouquíssimas instituições, e o SINDMAR, batalhou muito para se tornar referência e conseguir tal satisfação.

Se conseguirmos emplacar será uma vitória a ser comemorada!

Vamos ver no que é que dá, certo?  E ficar na torcida por nossa Comandante, que muito nos encherá de orgulho sendo mais uma vez pioneira.

O primeiro passo, o mais importante deles, foi dado. Os outros desafios só existem por causa deste primeiro passo, o qual só é possível graças ao prestígio de nosso SINDMAR.

Sobre o Curso:

Preparar civis e militares do Brasil e de Nações Amigas para o exercício de funções de direção e assessoramento de alto nível na administração pública, em especial na área de Defesa Nacional.
Público-alvo: oficiais-generais e oficiais superiores das Forças Armadas, Forças Auxiliares e de Nações Amigas e civis indicados por instituições convidadas.
A estrutura curricular do CAEPE é disposta em duas grandes fases que refletem a abordagem metodológica do curso (fase básica e fase conjuntural), divididas temporalmente de acordo com as fases do Método de Planejamento da ESG.
Os diversos Estudos estão organizados por meio de Disciplinas, pelo critério de afinidade e coordenação dos assuntos e áreas de conhecimento. A fase básica apresenta fundamentos e conceitos que servirão de fundamento para os estudos e atividades de alta complexidade que se ocorrerão a seguir. A fase conjuntural aprofunda e integra conhecimentos que vão possibilitar a efetivação de avaliações conjunturais e a construção de cenários, nacionais e internacionais, elaborados nesta fase. Durante esse período, são estabelecidas condições para que o estagiário complemente os conhecimentos iniciais por meio de estudos de problemas conjunturais do Brasil e outros relacionados ao interesse nacional, organizados nas Expressões do Poder Nacional, a saber: Política, Econômica, Psicossocial, Científica e Tecnológica e Militar.
O CAEPE funciona ao longo de, aproximadamente, 40 (quarenta) semanas, possuindo carga horária total de 1.000 (mil) horas. O detalhamento da estrutura curricular do CAEPE pode ser visualizado a seguir.
Fonte: www.esg.br/


terça-feira, 11 de novembro de 2014

O nome é de ferramenta, o amor é de humano

Casada recentemente, a Oficial de Máquinas Aray Pignan, que embarca num regime de 28 x 28, resolveu com seu marido com o qual embarca junto, adotar um filho de quatro patas.

A relação de amor entre eles vai além de humano x animal, como ela mesmo descreve. Clutch, o cãozinho, escolheu eles como "humanos de estimação".

Leiam o depoimento abaixo de uma pessoa apaixonada.

"O Clutch nos escolheu como ´humanos de estimação` há dois anos e meio. Ele é um buldogue francês e decidimos escolher essa raça devido a sua personalidade, por ser sociável e carinhoso. Como eu e meu marido somos maquinistas, seu nome foi escolhido devido a um equipamento que existia a bordo da embarcação que trabalhávamos. 

O Clutch nos escolheu como "humanos de estimação"  Aray, Clutch e Islando
Ele é um filho de quatro patas, que demanda atenção, carinho e cuidados. Como por enquanto não temos filhos, ele nos ensinou que devemos ter responsabilidades para com um ser tão indefeso e dependente de nosso cuidado para tudo, ou seja, estamos treinando para quando nosso herdeiro chegar (risos).

"Como por enquanto não temos filhos, ele nos ensinou que devemos ter responsabilidades
para com um ser tão indefeso e dependente de nosso cuidado"

Eu e meu marido embarcamos juntos, no mesmo barco e período, e, quando viajamos, quem fica com o Clutch é minha sogra Solange, que também é louca por ele.
Ter um bichinho de estimação faz muito bem pra gente. É um amor que não pede nada em troca. Eles te amam incondicional e independentemente da sua cor, credo, se você é rico ou pobre, feio ou bonito. Sempre te espera voltar, não importa o tempo que for. 

"Ter um bichinho de estimação faz muito bem pra gente, é um amor que não pede nada em troca"
Acredito que ter um animal de estimação exige responsabilidades que já citei acima, e devemos pensar muito bem antes de adquirir um. Como "dog lover" defendo que todos  tenham uma ótima qualidade de vida, seja ela canina ou felina. Seu tempo conosco já é bem pequeno e devemos propiciar o melhor para eles! 

"Como "dog lover" defendo que todos  tenham uma ótima qualidade de vida seja ela canina ou felina"
Sempre digo que se não quiser ter trabalho, melhor comprar uma pelúcia, que não late, não solta pelo, não suja seu sofá, destrua seus móveis e faça xixi no lugar errado. Isso tudo vem no pacote, mas para mim e meu marido tudo isso é insignificante diante do amor que ele nos dá.

"Sempre digo que se não quiser ter trabalho, melhor comprar uma pelúcia"
Laurinha obrigada pela oportunidade, adorei o convite e adorei mais ainda escrever pro seu blog!!!! Clutch manda lambibeijos pra você e todos leitores do Blog Mulheres Mercantes."

sábado, 8 de novembro de 2014

Vai para onde quando desembarcar?

Já programou o que vai fazer quando desembarcar?

Nosso blog vai dar dicas semanais de lugares espetaculares para aproveitar o seu descanso.

Vamos começar com uma das praias mais cobiçadas por turistas que gostam de natureza, beleza e rusticidade.

Jeri, como é intimamente chamada pelos que já conhecem Jericoacoara, é uma ótima opção para quem procura muita natureza e descanso.

Com águas mornas e transparentes, Jeri te convida para um descanso na rede
Jericoacoara é um Parque Nacional localizado a 300 km a oeste de Fortaleza. Reúne um conjunto de belezas naturais de diferentes biomas criando um lugar único. Em 1994 o jornal americano “Washinton Post” a escolheu como uma das dez mais belas praias do mundo.  A vila não possui postes de iluminação para preservar a iluminação proveniente da lua e das estrelas, as ruas são de areia e não existe estrada de acesso nos últimos 15 km, portanto é necessário veículo 4x4 para chegar.

JERICOACOARA: O nome "Jericoacoara" deriva do tupi-guarani yuruco (buraco) + cuara (tartaruga), ou seja, ‘buraco das tartarugas” – devido à ocorrência de desova de tartarugas marinhas na praia. Segundo antigos pescadores, no entanto, o nome vem do formato do Serrote que, visto de alto mar, lembra um jacaré deitado, ou, numa expressão local, um jacaré quarando ao sol. O termo teria originado o nome do lugar: Jacarequara que com o passar do tempo transformou se em Jericoacoara

Em Jeri, há várias pousadas, desde as mais simples até as mais modernas. 

Jeri é um parque ecológico muito preservado, e não se trata só de uma praia e sim, belezas naturais situadas numa região. 


A praia principal de Jericoacoara, perto da vila, tem como principal atrativo a Duna do Pôr do Sol. Esta enseada não é tão bonita como as outras atrações da região, porém, o seu pôr do sol realmente é lindíssimo. Você pode apreciá-lo do alto da imensa duna que ali se encontra, ou mesmo da praia. Aprecie pelo menos uma vez o pôr do sol de Jeri. Com certeza, você não vai se arrepender. Depois do pôr do sol, há uma apresentação de capoeira na praia, que complementa esse momento mágico.


A Praia da Malhada é um pouco mais afastada do centro de Jeri, mas dá para ir caminhando para chegar lá. A praia é linda, muito bem preservada. Não tem barracas, restaurantes, ou coisas do tipo. Dá para tomar um banho de mar maravilhoso, estender a canga embaixo dos coqueiros que tem por lá, e relaxar. Tudo é bem natural. Não se esqueça de levar água e outras coisas que forem necessárias.


A Pedra Furada é uma formação geológica realmente muito incrível. É uma obra natural da mãe natureza. Vale a pena ver, mas, tem que fazer um esforço para chegar lá. Opções: você vai caminhando da Praia da Malhada até a Pedra (em torno de uma hora e meia); ou você pega um buggy que deixa próximo à Pedra (mas mesmo assim, o buggy para num ponto que você tem que caminhar pelo menos uns quarenta minutos até lá); ou ainda, você pode ir de charrete que sobe uma espécie de serra, que para num determinado ponto, e de lá você desce, até chegar à Pedra, em torno de 10 minutos. Essa descida/subida é bem cansativa. Vale a pena, mas, como eu disse, tem que fazer um esforço, e ter preparo físico. 


Pedra furada Jericoacoara - CE

As lagoas de Jeri são uma atração à parte. Uma dica é conhecer as lagoas Azul e a do Paraíso no mesmo dia. O roteiro também pode passar pela árvore da preguiça e pelas maravilhosas dunas do Parque de Jeri. Geralmente, o passeio da Lagoa da Torta é feito em outro dia, e o roteiro inclui mangues secos, dunas, observação de cavalos marinhos num riozinho que tem por lá, visita ao município de Tatajuba, antes de chegar à Lagoa da Torta. A Lagoa do Paraíso, atualmente, é a mais bonita das lagoas. Uma dica: se quiser ficar só na lagoa do Paraíso, negocie com motoristas de caminhonetes que ficam no centro de Jeri, pois o preço sai mais em conta. A lagoa do Paraíso é grande, por isso, se preferir mais sossego, procure o lado menos badalado da lagoa. Todas as lagoas de Jeri têm redes dentro da água. Tomar sol nas redes das lagoas de Jeri é sensacional: você vai se sentir no paraíso!


Jeri tem várias lagoas que te levam ao paraíso
A noite na vila de Jeri é muito boa. O céu estrelado de Jeri é lindo. Há barzinho com músicas ao vivo, lojinhas, tem o dia do forró, tem o dia do samba etc. Você pode ir a todos os lugares a pé, pois tudo é perto. Você faz amizades, conhece outras pessoas, muitas delas de outros países (há milhares de estrangeiros em Jeri). Enfim, o astral de Jeri é ótimo. As ruas de Jeri são de chão de areia, por isso, nada de saltos, só chinelinho, roupas leves, simples. Não precisa lotar a mala. Leve o básico. 
O fim de tarde em Jeri é algo único
Uma dica importante é levar dinheiro em espécie. As pousadas, lojas e restaurantes aceitam cartões, mas os passeios só são pagos em dinheiro. Dá para sacar dinheiro nos Correios de Jeri (mas pouco), ou em Jijoca, que tem caixas eletrônicos. Em Jeri não há caixas eletrônicos. Por isso, vá preparado. 

Jeri é um lugar lindo, que te conquista aos poucos, e deixa uma saudade incrível depois. Vale a pena conhecer esse pedacinho do paraíso.


Boa viagem!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Fazer o bem sem olhar a quem

A Oficial de Náutica Thayse Palheta, mora em Vigia -PA. Se formou no CIABA em 2012 e resolveu dar um show de humanidade.

 Aos 22 anos resolveu doar parte de seu cabelo, que, por sinal, é lindo, para ajudar mulheres com câncer da Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer do Hospital Santa Rita de Cássia em Vitória - ES, que aceita doações de no mínimo 15 cm de cabelo.

Vejam abaixo a postagem que ela fez em sua página social.

A intenção é divulgar!!!

"De repente me vem à cabeça que pequenas coisas fazem diferença na vida de outras pessoas, principalmente para as que não têm esperança, não têm sorrisos e não encontram uma razão para ser feliz. E foi nesses momentos que me veio a vontade de fazer uma doação, que para mim, claro, não vou mentir, foi difícil. 
"Foi nesses momentos que me veio a vontade de fazer uma doação,
que, para mim, claro, não vou mentir, foi difícil. "
Resolvi cortar o cabelo de modo que outra pessoa pudesse usá-lo. Fui ao salão e, por um momento, quis desfazer o que eu tinha planejado, mas pensei: se para mim é tão duro ter que cortar o meu cabelo, imagina para as crianças e adultos que estão vendo e sentindo a queda dos cabelos? Tentei sentir o quanto é ruim, duro e cruel perder a cada dia vários fios de cabelos. 

"Tentei sentir o quanto é ruim, duro e cruel
perder a cada dia vários fios de cabelos"
Li em uma postagem que quando uma mulher perde o cabelo, parte de sua vaidade e autoestima vai junto com a queda, principalmente para as pessoas que fazem quimioterapia. Podem ter a certeza que isso faz toda a diferença para quem está passando por esse momento tão difícil na vida. Se informe na sua cidade o lugar para doar suas madeixas, e, se não tiver, há a opção de enviar pelos correios. 
O cabelo cresce de novo. Precisamos divulgar para aumentar ainda mais o número de doadores de cabelo.

"Tem gente de todas as idades e raças precisando de uma boa ação! "
Doe cabelo, doe alegria, doe esperança!"

Para quem tem interesse em doar, segue abaixo os endereços:

No Rio de Janeiro
Banco de Perucas Laço Rosa - Rua Desembargador Isidro, 18, Sala 910, Tijuca, Rio de Janeiro, Cep 20521-160. Telefone: (21) 7974-8504


Em São Paulo
ONG Cabelegria - Avenida Parada Pinto, 3420, Bl. 06, Ap. 33, Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo, Cep 02611-001.

Email: cabelegria@gmail.com

Em Minas Gerais
Instituto Mário Penna - Rua Guaicuí, 20 / 15 andar, Cidade Jardim, Cep 30380-380, Belo Horizonte (MG). Telefone: 0800 039 1441

No Espírito Santo
Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer do Hospital Santa Rita de Cássia - Avenida Marechal Campos, 1579, Santa Cecília, Cep 29043-260, Vitória (ES). Telefone: (27) 3334-8058


No Pará
ONG dos Ribeirinhos Vítimas de Acidente Motor (Orvam) - Avenida João Paulo II, Lote 134, Castanheira, Cep 66645-240, Belém (PA). Telefone: (91)3231-1177.

Email:contato@orvam.ogr.br

Existem em outros locais do Brasil também.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Do Mar para o Mar

Se tem um lugar que marítimo gosta de estar quando desembarca é terra firme. Não é o caso da Luciana. Após 35 dias embarcada adivinhem para onde vai a Oficial de Náutica quando desembarca?

Acreditem. Para a água novamente! É isso mesmo. 

Apaixonada pelo mar a oficial descobriu este ano que seu amor pelos mares vai além de sua profissão.

Para quem ama  o mar e o esporte, Luciana dá dicas para curtir bons ventos com o Kitesurf.

Luciana na sua primeira aula de Kitesuf
Como surgiu o interesse pelo Kitesurf?
- Sempre tive admiração pelo Kitesurf e esportes aquáticos em geral. Só observava e nunca tinha tomado a iniciativa. Depois de um tempo descobri que uns amigos estavam praticando. Aí foi o pontapé inicial pra eu começar a me informar sobre o esporte.

Luciana na sua quarta aula, Water Start
Quantas vezes você pratica durante o desembarque?

- Se der, eu velejo todo dia (risos). Vou sempre que posso, exceto nos fins de semana.

No último dia de curso, a oficial já mostra desenvoltura no esporte
E com relação aos equipamentos que usa, são seus? Onde comprar? São caros?

- Recentemente, comprei meu equipamento. Procurei em vários lugares, sempre com a ajuda de amigos que também velejam. Mas o meu eu comprei na praia do Cumbuco, no Ceará. Os preços variam muito, dependendo se o equipamento for novo, seminovo ou usado. Também tem várias marcas diferentes. Dá para encontrar equipamento barato, mas tem que ter cuidado para não comprar algo que já esteja condenado. Optei por comprar um kite novo de 8,5 metros, prancha seminova e trapézio seminovo. Tudo saiu por 4 mil. 

Equipamento novo
Depois de tantos dias a bordo, vendo o mar de outro ângulo, qual a sensação quando você está praticando o Kitesurf?

- Não tem como comparar a vida que levamos a bordo com uma tarde de velejo (risos). É um esporte que relaxa a mente e trabalha o corpo. A sensação é de liberdade, além da paisagem que contribui mais ainda. As horas passam rapidamente. Quando vejo, o sol já está se pondo e minha mãe me ligando para saber se eu estou viva! (mais risos)


"Quando vejo, o sol já está se pondo e minha mãe me ligando para saber se estou viva"
Desde quando pratica o esporte?
- Comecei o curso em meados de maio deste ano. Devido ao regime de embarque, terminei o curso em meados de julho. São 10 aulas, 50 reais por cada. Depois disso, comprei meu equipamento e comecei a praticar sozinha. Então, sou bem nova no esporte.
 
Luciana em seu último velejo antes de embarcar
Qual a dica para quem vai começar agora?

- O ideal é fazer o curso. Não tem como comprar o equipamento se você não sabe usar. Além disso, pode ser muito perigoso se não tiver controle do kite. Eu mesma já tomei vários tombos! (risos).
O curso serve para aprender o básico do Kitesurf.  Depois disso a prática é necessária para continuar desenvolvendo. Pesquise também modelos de kites e  tamanhos ideais para o seu peso e intensidade de vento na região onde você queira velejar.

É isso! Bom velejo para todos!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Ele nasceu para viajar

O oficial de máquinas Laércio Junior aceitou nosso pedido de participar do Blog das Mulheres Mercantes. Em breve ele fará parte da família “blogueira”. Laerte vai criar seu próprio blog para dividir com os futuros leitores suas experiências de viagens pelo mundo. Contar como programa suas viagens e descobre novos lugares.

Na entrevista ao Blog, Laércio fala do seu amor pela profissão e de como adquiriu a paixão pelas viagens.

Por que a Marinha Mercante?
- Buscava um modo de conquistar minha independência o mais rápido possível e sempre me imaginei viajando pelo mundo. Seguindo a carreira que a maioria dos jovens opta, indo pra uma faculdade, ia demorar muito para realizar meus sonhos. Foi quando meu tio, formando na turma de 1984, me apresentou a Marinha Mercante, onde poderia unir o útil ao agradável. Eu teria uma boa formação, ganharia para estudar, iria trabalhar viajando e seria bem remunerado. Não consegui encontrar melhor opção do que a Marinha Mercante.

"Depois de viajar,ser maquinista é o que mais gosto de fazer!"
Qual seu regime de embarque?
- Eu estava em uma empresa onde o regime de embarque era de 90/45 (90 dias embarcado, 45 dias em terra). Saí para fazer minha primeira viagem para fora do país, melhorar a fluência no inglês e assim ter oportunidades melhores.



Quando surgiu a ideia de "caminhar" pelo mundo?
- A ideia de caminhar pelo mundo sempre esteve comigo. Não sei ao certo quando despertou. Cresci vendo National Geographic e Discovery. Ainda criança ganhei uma coleção dos livros de Paulo Coelho onde ele explora vários países da Europa e conta a sua saga no caminho de Santiago de Compostela. Assistia a filmes como "Na Natureza Selvagem" ("Into The Wild"), e sempre disse a mim mesmo que um dia sairia por aí para ver de perto todos esses lugares. Não queria ficar só com minha imaginação e a descrição dos livros. O meu start, o que me encorajou de fato foi quando conheci o couchsurfing (uma rede social para viajantes), um grupo de pessoas de diferentes partes do mundo que estavam na cidade se reuniam todas as quartas-feiras para trocar experiências. Isso me causava uma certa inveja. Estava na hora de ter minhas histórias para compartilhar também. Queria ser protagonista da minha própria história.

E a saudade de casa depois de ficar tantos dias embarcado?
- Prefiro sentir o aperto da saudade do que o peso na consciência de nunca ter conhecido o mundo. A saudade sempre vai existir. Nós da Marinha Mercante sabemos mais do que ninguém o significado da palavra despedida e, ao mesmo tempo, nós gozamos muito mais dos reencontros. A saudade nos prova o quanto nossos familiares e amigos são importantes em nossas vida. Hoje, a tecnologia nos ajuda muito, basta uma rede de wi-fi e o skype e lá estão eles. É certo que não teremos os abraços aconchegantes, mas teremos palavras e sorrisos sinceros. Nós marítimos aprendemos a conviver com esse sentimento desde a escola.
"Prefiro carregar o peso de uma mochila nas costas
do que o peso de não ter conhecido o mundo"
Qual será o objetivo do seu blog?
- Estou criando o blog para tentar mostrar para algumas pessoas que "caímos" nesse mundo para explorá-lo, deixar de lado nossa arrogância e preconceitos. Sempre tive em mente que a ideia de "nascer, ir pra escola/faculdade, trabalhar, se aposentar e morrer" é medíocre. Queria mais do que isso. Acho que temos tempo de sobra para fazer o que queremos. Viajar é minha paixão, e pra me sentir bem não preciso pegar um avião, basta pegar um ônibus e ir pra uma cidade que nunca fui. Acho que as pessoas não sabem viajar, sempre buscam os mesmos locais que todo mundo vai, não entram de cabeça na cultura local. Gostaria de dividir minhas experiências e mostrar que até o bairro onde vivemos tem coisas interessantes, basta olhar com outros olhos.

"Sempre tive em mente que a ideia de nascer, ir pra escola/faculdade,
trabalhar, se aposentar e morrer é medíocre"
Como vê seu futuro na Marinha Mercante?
- Me vejo seguindo a carreira na Marinha Mercante, chegando a um futuro Oficial Superior de Maquinas. Gosto da minha profissão. Assim como todas as profissões têm seus dias ruis e seus dias bons; e eu sei tirar proveito desses dias bons.
"Assim como todas as profissões tem seus dias ruis e
seus dias bons, e eu sei tirar proveito desses dias bons"
Suas viagens são solitárias ou leva alguém com você?
- Na maior parte das minhas viagens estou acompanhado, porém já fiz algumas sozinho. Confesso que essas foram as melhores. Nelas não tenho uma programação certa, simplesmente saio andando pela cidade. Assim conheci Angra dos Reis, Parati, Olinda, Canoa Quebrada, Maceió e por aí vai. Algumas pessoas pensam que viajar só é ser solitário. Nunca estiveram tão enganados. É viajando só que fazemos muitos amigos novos, nos tornamos mais abertos e conhecemos a nós mesmos.
"A primeira viagem solo, com direito
a fazer muitas amizades foi a Olinda, Pernambuco"


Como suas viagens são planejadas?
- Normalmente faço minhas viagens no período de desembarque. Algumas curtas de um fim de semana e outras que duram um mês. A primeira coisa a se pensar é o quanto se vai gastar. Na verdade é o fundamental. Nesse caso controlo ao máximo os custos. Prefiro me hospedar em hostel. Além de mais barato é muito mais fácil de fazer amigos. Sempre vai ter alguém com uma nova experiência para contar. Outro ponto importante é usar o transporte público, assim conheço a cidade por inteiro, adentrando bairros, explorando lugares que não passaria se pegasse um táxi. Pesquiso bastante antes de sair para qualquer lugar. O modo de vida, as comidas, a vida noturna etc. Mas confesso que as melhores coisas que acontecem são aquelas que não planejamos. Em resumo, para uma boa viagem, você tem primeiro que se conhecer e saber em que gastar mais.